Quando usar uma chamada aberta
Uma chamada aberta de projetos seleciona propostas por critérios publicados no edital. Ela serve quando a instituição quer receber propostas de muitos interessados e escolher as que melhor atendem aos critérios, sem a necessidade de julgar projetos com sigilo de autoria. Chamadas de fomento, ocupação de espaços e seleção de projetos culturais são os casos mais comuns.
A diferença para um concurso de projetos está no julgamento. No concurso, a comissão avalia entregas identificadas por código e só conhece a autoria depois do resultado. Na chamada aberta, a comissão analisa as propostas pelos critérios do edital, e o sigilo de autoria não é obrigatório. Se o objeto é escolher o melhor projeto para uma obra ou um espaço, o caminho costuma ser o concurso. Se o objeto é selecionar propostas que cumprem requisitos, o caminho costuma ser a chamada.
As chamadas que já rodaram na plataforma estão no catálogo de chamadas abertas.
Como funciona
A chamada roda na mesma plataforma dos concursos de projetos, configurada para esse fluxo.
Edital no site da chamada. O edital, os anexos, os esclarecimentos e os comunicados ficam publicados no site da chamada, com histórico. O proponente encontra tudo num só endereço e acompanha as mudanças por ali.
Inscrição e entrega de propostas. O proponente se inscreve, envia a proposta pelo site e recebe confirmação do envio. O prazo do edital vale para todos: o sistema recebe propostas dentro do período definido.
Seleção por comissão. A comissão analisa as propostas com os critérios do edital, pelo painel da plataforma. Cada decisão fica registrada, o que ajuda na hora de responder a questionamentos sobre a seleção.
Divulgação dos selecionados. Os selecionados são publicados no site da chamada. A estrutura fica pronta para a próxima edição, com o mesmo domínio.
A instituição que promove a chamada cuida de quatro coisas.
Primeiro, o edital. Ele define quem pode se inscrever, o que a proposta precisa conter, em que formato e até quando. Quanto mais claros os critérios, mais simples a análise e menor o número de consultas.
Segundo, a comissão. O promotor escolhe quem vai analisar as propostas e define como a comissão decide. A gente dá acesso ao painel e explica o fluxo.
Terceiro, o cronograma. Inscrição, entrega, análise e divulgação precisam de datas, e o sistema segue as datas que o edital publica.
Quarto, a comunicação institucional: divulgar a chamada para o público certo e anunciar os selecionados nos canais da instituição.
O resto, do site no ar ao registro das decisões, fica com a gente.